Bateu saudade?


Oi, como vai você? 

E nesse momento 3 das minhas personalidades respondem que está tudo bem, as outras 4 dizem que nem tão bem assim. E esse é provavelmente o número máximo de pessoas que vão ler essa postagem. Primeiro porque: ninguém sabe que o UA voltou, segundo porque ninguém se importa mesmo.

Já tem alguns meses (ou seriam anos?) que eu venho pensando em como voltar pro mundo dos blogs, porque isso é algo que me faz falta. Eu gosto de escrever e eu gosto que as pessoas leiam o que eu escrevo (não quer dizer que elas realmente leiam, talvez meia dúzia de amigos ou talvez nem isso). Universo Alternativo foi um dos meus primeiros projetos, nasceu lá em meados de 2009 (caralho, 11 anos?). E morreu alguns anos depois, depois renasceu de novo, pra morrer mais algumas vezes e tudo bem, sabe?

Eu tenho um sério problema que eu acho que talvez a maioria das pessoas ansiosas também sofram, e que se chama a síndrome da perfeição (nome dado por mim mesma, no caso. Mas se tiver alguma base científica e um nome mais bonito, fique a vontade pra me corrigir, ou não. Depende de como você chegou até aqui - se chegou). 

Essa síndrome consiste em ter planos, pensar em como executá-los, criar toda uma trajetória para eles - e nesse ponto a gente pode incluir os fracassos do plano também. Se sentir frustrado porque o fracasso te aparenta ser muito maior do que a sede de alcançar, perder um tempo inútil se comparando a outras pessoas e acumulando ideias de que aquilo nunca vai dar certo, enquanto você chama a sua procrastinação de pesquisa de mercado, e ai engavetamento: consequentemente morte do projeto. Sem ele nem ter começado.

Eu fiz isso algumas vezes com muitas ideias legais, e venho fazendo isso por semanas com todas as minhas atuais ideias, e não é porque elas não são boas, mas é porque a gente busca a perfeição com tanto afinco que a ideia de não atingi-la já é frustração o suficiente pra nem começar. Eu tenho um problema (na verdade muitos, mas vamos nos focar nesse em específico).

E onde eu quero chegar com isso? Na verdade em lugar nenhum. Eu precisava começar a colocar pra fora. Estamos vivendo no meio do caos e a gente ouve um monte de discurso por ai que dá no saco às vezes: de um lado o "Você precisa ser mais positivo", do outro o "Tá tudo bem não estar bem", e ai eu te questiono: tá tudo bem mesmo? Bom, pra mim não tá, porque não estar tudo bem é uma merda e não é tudo bem não estar bem, mas também nesse momento eu não queira fazer nada pra ficar. 

Eu ainda não sei muito direito o que vai ser o Universo Alternativo de agora em diante. Se você chegou aqui conhecendo aquele UA de 2010, vai dar de cara com a parede, porque ele não existe mais (desde 2013, se você não se deu conta). Eu ainda sou a mesma Gi daquela época, mas talvez muito mais danificada do que eu era. A gente não fala mais de séries favoritas (ou talvez a gente fale, depende de como estiver o humor e de quantas pessoas estarão interessadas em compartilhar um pouquinho de diversão). Se você nunca ouviu falar do UA e tá chegando agora: me desculpa pela bagunça, é que a gente já vem jogando a poeira pra debaixo do tapete há algum tempo e chega um momento que se a faxina não vier, fica igual aqueles programas de acumuladores que passa no Discovery qualquer coisa. 

A gente pensou em tentar tratar de assuntos mais atuais, mas eu também não sei se é algo que vai dar muito certo. Não que eu não queira me posicionar (inclusive #elenão, #blacklivesmatter, #antifas e #pride), mas é que a gente já tem tomado uma enxurrada de tanta coisa acontecendo 24h por dia, que eu cheguei a conclusão que me cansei de viver um momento histórico. Eu cansei de viver muita coisa e eu cansei inclusive de tentar a perfeição.

Eu estou aos pouquinhos tentando me desconstruir, e eu espero que talvez eu consiga compartilhar um pouquinho dessa desconstrução aqui, ou não. Pode ser que daqui a pouco eu também nem tente mais o blog. Vamos ver.

Não vou terminar esse texto com uma mensagem motivacional ou uma hashtag que te incentive a qualquer coisa e muito menos pedir pra que você encare essa jornada comigo (e por você eu quero dizer qualquer uma das minhas personalidades que estejam acompanhando o desenrolar desse post ou pra quem chegou até aqui e não tá entendendo muito bem o que tá acontecendo).

Me desculpa qualquer coisa, seja bem vindo e até a próxima (ou não).

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